Feriadão = Postão

 

Na semana que antecedeu o feriado prolongado de 1º de maio estava um pouco deprimido. Sem grana pra viajar, sem vontade para sair e com uma pilha de afazeres pela frente, esperava um feriado prolongado bastante monótono e chato. Me enganei totalmente… o final de semana foi agitadíssimo e muito bacana.

 

Logo na sexta-feira fui com a Juliana (minha noiva) tomar um chopinho no Assim Assado , um barzinho bacana e que serve uns espetinhos muito bons. O chope do lugar é excelente e o atendimento costuma ser muito bom, por mais incrível que pareça a Jú foi quem tomou chope, eu fiquei na água e no “H2OH!” mesmo, não estava me sentindo bem do estômago. Excepcionalmente nesta sexta-feira os espetinhos não estavam a contento não. O baixo movimento faz com que os espetinhos fiquem ressecados e acabam perdendo um pouco a graça, mas no final foi muito bom para desestressar da semana que passou.

 

Acordamos no sábado com uma preguiça federal, daquelas que nada nos tira da cama, mas como havíamos combinado de ir ao teatro com o irmão da Jú – Carlo (meu cunhadinho) e nossa sobrinha – Milena – tivemos que madrugar. Às 7h já estávamos de pé e nos aprontando para buscar a mulecada. Tínhamos que chegar ao Sesc Consolação por volta das 9h30 para pegar os ingressos gratuitos para a peça de teatro. Chegamos antes disso, por volta das 9h15 e a fila já era bastante generosa, muita gente acabou ficando de fora do espetáculo.

 

Descobri que era a última apresentação da peça que fomos assistir, por isso imagino que foi tão especial. A peça chamada “Felizardo” conta a história de uma menina e um menino que experimentam o mundo do folclore e da natureza. Além de atores muito bons, me surpreendeu a qualidade musical do grupo. A peça era bastante musical, não era uma musical em si, mas a música permeava muitas partes da apresentação. O texto muito bem humorado e carregado de valores éticos e sociais me surpreendeu também. A impressão que se tinha era a de que o texto fora pensado não apenas para o público infantil, mas também para os pais das crianças. A peça também contou com apresentações circenses como malabarismo, perna-de-pau, e apresentações de solo que enfeitaram a apresentação.

 

 

Felizardo

 

Durante uma das músicas apresentadas pelo grupo, fiquei com uma frase na cabeça:

“Se o bicho come o homem, todo mundo se espanta, se o homem come o bicho, todo mundo pede a receita”

 

Se todos conseguíssemos incorporar parte dos pequenos valores que estão expressos nesta frase acima, certamente viveríamos num mundo muito menos problemático do ponto de vista social e ambiental.

O Sábado da garotada prosseguiu e logo após a apresentação fomos para no Shopping Santa Cruz para um almoço rápido e mais um passeio. Eu e a Jú resolvemos adiantar o presente de aniversário do Carlo, dado a ele a oportunidade de escolher o que quisesse na loja (claro que não dissemos isto a ele, mas aquilo que ele disse que gostaria de ter, nos comprometemos a comprar). O interessante é que o garoto, com seus 9 ou 10 anos de idade e uma inteligência acima do normal, nos surpreendeu. Suas escolhas foram educativas e econômicas! Imagine, na Ri Happy até eu fico com vontade de gastar uma pequena fortuna e no fim o garoto nos deu uma bela lição, comprou o que queria, não o que o mundo diz que ele teria que gostar. Parabéns Carlo!

Terminamos o dia assistindo um filminho e saindo para um chopinho no Snooker Rock Bar  também em Moema (aliás, tudo do lado da minha casa). Voltamos para casa em tempo de ver o Popó se dar mal na sua luta para defender o título mundial e fomos dormir.

Domingão começou com um dia animal. Céu azul, sol e aquele clima de “preciso ir para o parque com o cachorro”. Então, como tínhamos que entregar um pequeno carregamento de carpete usado para um abrigo de cães abandonados que ajudamos, aproveitamos para levar a “Nina” – nossa dálmata – para passear na USP.

Nina

Agora que a Nina consegue ficar solta, sem a coleira, passear com ela ficou muito mais agradável. Agora imaginem uma cachorra que sempre andou na coleira e que nunca teve muita liberdade para correr solta quando ela se viu na praça do relógio da USP. Para quem não conhece, a praça do relógio fica perto do CRUSP e é um espaço gramado gigante, com árvores e rochas. Um lugar especial, principalmente para os cachorros brincalhões como a Nina. Ela correu tanto atrás da bola que depois não deu mais nenhum trabalho para nós. Chegou em casa moída, até brincaria mais, mas estava cansada o suficiente para se sentir satisfeita.

Para terminar o dia, alugamos 2 vídeos e fomos para casa curtir a preguiça. Eu assisti a animação “Deu a louca na Chapeuzinho” enquanto a Jú tirava seu cochilo da tarde e logo em seguida aproveitei para adiantar os episódios do Lost que estão faltando assistir. Eu não assisto muita televisão, mesmo assim está difícil manter as duas séries que eu estou acompanhando
em dia (Lost e Heroes).

Deu a louca na Chapeuzinho

Contra a minha vontade, mas seguindo os sábios conselhos da Jú, por volta das 22h30 começamos a trabalhar na minha dissertação de mestrado. Pois é, disse “começamos” porque a Jú tem dado a maior força neste quesito. A mulher teve a manha de ler e avaliar tudo que já havia escrito do trabalho e me ajudou a continuar. Não Avancei muito no texto em si, mas avancei bastante na concepção do texto que estou trabalhando agora. Obrigado Jú!

Segunda feira eu havia reservado para mim. Eu gosto muito de diversos esportes e o que atualmente tem me chamado a atenção é a vela. Vou falar sobre o assunto em outro post quando der. Enfim, eu tenho um barco (Holder 12) que está na casa da minha avó em Santo André. Eu ganhei a embarcação, porém ele tinha 2 furos grandes no casco e mais algumas coisinhas para arrumar. Já tinha feito o trabalho com a fibra de vidro e a resina, faltava o acabamento que eu decidi fazer na segunda-feira.

Holder 12

Foi muito legal, além de conseguir excelentes resultados com a resina e a fibra, consegui dar um ótimo acabamento (considerando que nunca havia trabalhado com este tipo de material) e ainda de lambuja conversei com minha avó a tarde toda. A Dona Carmem é uma pessoa muito especial. Não conheço alguém com tanta vontade de viver e de se doar aos outros quanto ela. Ela já passou dos 80 anos e tem uma energia e disposição a dar inveja a muita mulecada por aí. Veja, a velhinha faz ginástica na igreja, faz um curso de tricot, arruma e limpa toda a sua casa e ainda tem ânimo para cuidar ainda de uma neta que mora com ela. Ainda por cima ela é uma benzedeira de primeira categoria. Eu não me considero religioso, porém acredito em certas coisas, principalmente na energia da prece (que pretendo discorrer no futuro). Pedi uma benção para minha avô e recebi tão boas intenções que posso acabar viciando neste negócio. Minha avó é uma pessoa especial mesmo.

À noite combinamos com minha irmã e meu cunhado para sair de balada. Como eles conseguiram alguém para cuidar da minha sobrinha pequena, queríamos aproveitar a noite. Acabamos no Dublin, um Pub bastante tradicional de São Paulo. Afora o fato de ser extremamente caro (R$30,00 Homem e R$ 20,00 Mulher só para entrar) o ambiente até que compensa o preço. O pub tem uma decoração muito legal e tem cervejas de todos os tipos e preços. Ficamos nas Erdinger escura ouvindo uma seleção de música ambiente muito boa.

Por volta das 22h30 mais uma surpresa. Uma banda aparece em meio ao bar e começa uma segunda seleção de clássicos dos anos 80. A banda com uma qualidade excelente e com um “set list” ótimo para meu gosto. Se não fosse tão caro o lugar…. Saímos do pub junto com a multidão que esperava para entrar no lugar. Impressionante como os paulistanos conseguem agüentar filas imensas para pagar caro e ficar apertado…

Terça-feira, primeiro de maio, feriado. Como todo bom feriado acordamos sem compromissos pré-estabelecidos. Saímos da cama por volta das 11h e com uma vontade de ficar mais… Mais o dia estava muito bacana para ficar em casa.

Convenci a Jú a sair e fomos providenciar nosso almoço. Fomo no restaurante Cachoeira Tropical (Fica na rua João Cachoeira no Itaim). O restaurante é vegetariano, muito tradicional e tem um diferencial importante: é barato!

Pois é, o restaurante é do tipo: “tudo que conseguir comer e beber por R$12,00”… E isto inclui sucos e sobremesas. É ótimo o lugar, porém não dá para sair de lá sem estar cheio até o talo de comida.

Depois do almoço fomos visitar nosso futuro apartamento. As obras estão adiantadas e deve ser entregue em Junho. Estamos muito ansiosos com o término das obras. Acho que estamos prontos para arrumar nosso cantinho (lembrando que nosso é meu e da Jú!).

Tiramos algumas fotos, visitamos as áreas comuns (que antes não era possível visitar) e rumamos para a casa da Adriana, amiga da Jú. A Adriana e o Emerson acabaram de ter um bebê, o João Marinheiro. Fomos visitar o muleque e de lambuja fizemos um café da tarde com opção de bolo de laranja quente. Olha, passei até vergonha!

Para arrematar o feriadão, assistimos o penúltimo episódio de Heroes. Depois de uma pausa na temporada, ficamos sem assistir o primeiro episódio do retorno, que aconteceu na semana retrasada. Agora precisamos baixar e assistir o de segunda-feira. I’m looking foward to it!

E assim acaba o relato do feriado. O feriado é grande, portanto o texto é grande também. Se você chegou até aqui e não é a Jú, parabéns! Peço que deixe um comentário no blog. Até a próxima!

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2 Comentários em “Feriadão = Postão”

  1. Ju Says:

    Ah, gostei do post!! Foi mesmo muito bacana este feriadão, amor! Provamos que dá para ficar sem viajar, não gastar muito (exceto no Dublin) e se divertir!! E olha que o final de semana já está aí de novo! Te amo!


  2. Foi um ótimo feriado…….com pessoas queridas…..sol….Eu acho que o que falta é relaxar mais e aproveitar o que temos a nossa volta…….seria bem mais feliz…


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