Férias, férias, férias…

Publicado agosto 30, 2010 por Yuri Feres
Categorias: Viagens

Olá pessoal,

Finalmente férias… sabe aquelas semaninhas que ficamos preparando por um ano para podermos aproveitar ao máximo?? Chegou a minha vez… bem, não foi bem assim…

Primeiro as boas notícias:

1) Consegui tirar férias com a minha amada esposa Juliana, pela primeira vez em mais de três anos. Isto é particularmente especial, pois ela trabalha aos finais de semana, ou seja, nos encontramos esporadicamente em casa… kkk

2) Apesar dos contra-tempos, consegui arrumar três semanas inteiras de férias… até eu estou surpreso… Obrigado Chefe! Eu estava precisando.

E a parte complicada? Bem, lembra quando falei de planejamento por um ano e tal?? No nosso caso não tivemos esta incrível idéia… deixamos para fazer tudo no meu primeiro dia de férias, ou seja, a última sexta-feira, dia 13/08…

Tínhamos dois destinos em mente, fazer o circuito do Vale Europeu em Santa Catarina de bicicleta, uma cicloviagem de 300 km, ou viajar para a Argentina, pois nós ainda não conhecemos este país. Pois bem, na dúvida, decidimos fazer os dois. Vai ficar corrido, como verão nos meus próximos posts, mas acho que vai ser demais…

Bom, só para se ter uma idéia da correria, começamos a sexta-feira, dia 13, sem nenhum contato para programar a viagem para o Vale Europeu e sem nenhuma cotação, idéia ou lista de lugares a visitar na Argentina.

Nos dividimos, eu fui programar a viagem para o Vale Europeu, pois apesar das aparências, tenho alguma experiência neste assunto de viajar de bicicleta. A Jú foi pesquisar sobre a Argentina…

Veja os detalhes de cada viagem nos posts abaixo:

Cicloviagem pelo Vale Europeu – Uma Viagem, Um Sonho…

Ushuaia – Dois Navegantes no Fim do Mundo…

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Cicloviagem pelo Vale Europeu – Uma Viagem, Um Sonho…

Publicado agosto 30, 2010 por Yuri Feres
Categorias: Viagens

A primeira vez que ouvimos falar sobre o Circuito do Vale Europeu foi em um passeio noturno de bicicleta em São Paulo. Enquanto aguardávamos a saída do pedal, jogamos conversa fora com um senhor que também estava alí para pedalar e ele acabou comentando sobre o tal “Vale Europeu” em Santa Catarina. De imediato gostamos da idéia de podermos viajar de bicicleta e decidimos que esta seria nossa viagem de férias de 2010.

No caso desta viagem, tínhamos a idéia e o desejo de fazer o circuito, mas não tínhamos todos os equipamentos necessários nem a experiência para uma viagem de 7 dias de bike. Para dizer a verdade, o principal preparativo nosso antes da nossa viagem foi a compra de novas bicicletas. Foi o presente de aniversário da Jú (2010), pois a muito queria comprar bicicletas mais modernas e adaptadas aos nossos tamanhos. Sim, bicicleta tem tamanho P, M e G e faz muita diferença ter a bicicleta adequada para o seu tamanho… mas enfim…

Saímos em busca de informações e encontramos muita coisa no site oficial do Circuito (www.circuitovaleeuropeu.com.br). Realmente, a turma que montou o circuito fez um trabalho excelente para preparar ao máximo os visitantes que desejam viajar para lá. Mesmo assim, sentimos falta de informações sobre os locais onde poderíamos nos hospedar e detalhes sobre o caminho, rota, fotos do caminho, etc…

O Circuito Vale Europeu é resultado de um consórcio entre 09 prefeituras por onde passa o caminho. O circuito foi pensado tanto para cicloturistas, como para mochileiros, com rotas diferentes.

A parte do Circuito voltado ao cicloturista tem um total de 300km de extensão e foi pensado para ser feito em 7 dias inteiros de pedal. O início do percurso é no Município de Timbó, mais precisamente, nos fundos do Restaurante Thapyoka, no centro da cidade. As três primeiras etapas do Circuito (Timbó – Pomerode / Pomerode – Indaial / Indaial – Rodeio) são denominadas de parte baixa, pois é o trecho do circuito mais plano e com menores aclives. A partir de Rodeio, inicia-se a parte alta do circuito, ou seja, a parte de Serras. A partir de Rodeio, passando pela Cachoeira do Zinco, Dr. Pedrinho, Alto Cedros até Palmeiras são praticamente dias inteiros de muitos aclives bem acentuados. Somente o último dia é para lavar a alma, com cerca de 25km de descidas bem legais e o restante do percurso segue mais ou menos plano (Nota: não seguimos o percurso original no último dia para evitar o que seria a pior subida de todo o percurso. Ver detalhes no post dedicado a esta etapa do nosso percurso).

Em relação à hospedagem, acabamos utilizando a lista disponível no site do Circuito. Neste sentido, o que mais sentimos falta foi de informações, imagens e detalhes sobre as pousadas disponíveis ao longo do caminho. Quase nenhuma das pousadas listadas tem site ou qualquer referência na internet, outras, enfrentamos dificuldades para contato.

No geral, a qualidade das acomodações e seus preços variaram bastante. Nossa diária mais barata foi em Indaial, com um custo de R$ 70,00 o casal com café da manhã. Já o preço mais alto foi na Pousada do Zinco, onde desembolsamos R$ 190,00, com lanche da tarde, jantar, café da manhã, lanche para viagem e bebidas, tudo incluso.

Uma dica importante é para que tomem cuidado com a água da região. Ela é de excelente qualidade, mas bastante carregada em minerais, ou seja, para nós urbanóides acostumados com água mineral engarrafada, foi bastante complicado em termos “intestinais”… Pena só termos descoberto no quarto dia de nossa viagem que a água estava nos fazendo mal. Passamos a tomar apenas água mineral e não tivemos mais problemas desta natureza.

Portanto, fica a dica: Evite a água natural da região se não estiver acostumado. Se precisar tome, mas depois sofrerá as conseqüências…

Em relação ao nosso percurso, por conta de uma Etapa do Circuito nacional de Vôlei que estava acontecendo em Pomerode, não conseguimos hospedagem nesta cidade. Assim, tivemos que pular os dois primeiros trechos do percurso original (Timbó – Pomerode / Pomerode – Indaial). Portanto, começamos nosso percurso no que seria a terceira etapa do circuito disponível no site. Por conta desta redução do percurso original, fizemos algumas alterações em nosso plano de viagem que acabou com 6 dias de viagem divididos da seguinte forma:

1º Dia – Indaial / Rodeio: ~35km

2º Dia – Rodeio / Estrada do Zinco (Cachoeira do Zinco): ~35km

3º Dia – Estrada do Zinco / Dr. Pedrinho: ~43km

4º Dia – Dr. Pedrinho / Alto Cedros: ~43km

5º Dia – Alto Cedros / Palmeiras: ~41km

6º Dia – Palmeiras / Indaial: ~64km

Para saber mais sobre o que rolou na viagem, veja nosso diário clicando nos dias acima…

“Uma marca vende todo o ciclo de vida de seu produto e não apenas a etapa de uso”.

Publicado janeiro 18, 2009 por Yuri Feres
Categorias: Gestão ambiental

 

Essa foi a tônica que permeou as discussões do painel “Varejo Sustentável”, realizado no Sesc Campinas no mês de setembro, durante a segunda edição da II Conferência Regional de Responsabilidade Social no Varejo, promovido pelo Sindivarejista de Campinas e Região.

No painel foram apresentados exemplos dos impactos provocados pela cadeia produtiva do varejo, desde a extração até o descarte dos produtos. De acordo com Andréia Marques, da Medley Industria Farmacêutica, aí é que entra a importância do varejo. “Devido ao seu relacionamento com fornecedores e consumidores o varejo é agente indutor e pode contribuir para uma mudança de postura de consumo na cadeia produtiva”, disse.

A pesquisadora Roberta Cardoso da FGV (Fundação Getúlio Vargas) EAESP Gvcev, reafirmou a importância do papel do varejo. “O consumidor muitas vezes fica confuso sobre como realizar a escolha de um produto sustentável. Mas antes da escolha do consumidor o varejo já escolheu. É preciso que o varejo deixe as informações sobre os produtos de forma simples para orientar as escolhas do consumidor”, disse.

Durante as discussões foram apresentada inúmeras formas do varejo demonstrar seu esforço em disseminar o consumo consciente. Entre elas destaque para a colocação de telas que explicam para o consumidor o motivo que a loja está oferecendo determinado produto; a implementação e programas de reutilização e sacolas plásticas entre outras formas.

Para Carlos de Henrique de Almeida, consultor econômico do Serasa, a oferta desordenada do crédito também contribui para o consumo desenfreado. “O consumo ainda é pautado pela escolha do preço da qualidade e o gosto pela marca”, disse.

E todo esse movimento já começa a dar resultados. Grandes redes varejistas já iniciam práticas de incentivo ao consumo consciente e colhem resultados de marketing com essas ações. Entre elas a rede norte-americana Wal-Mar. “Construímos lojas verdes que utilizam mais a luz solar e com isso economizam energia, e que são projetadas de forma a possibilitar maior circulação de ar para evitar o uso e ar condicionado, entre outras formas sustentáveis de trabalho. Passamos isso para ao consumidor e fidelizamos clientes”, disse Yuri Nogueira Feres, consultor de sustentabilidade do Wal-Mart Brasil.

Dica de sustentabilidade – Greenbiz

Publicado agosto 11, 2008 por Yuri Feres
Categorias: Gestão ambiental

Eê galera,

O post de hoje é uma dica muito boa para quem procura informações de como as grandes empresas estão atuando na área ambiental e em sustentabilidade.

O site americano Greenbiz é um excelente centro de informações de iniciativas empresariais e novidades sobre sustentabilidade na internet. O interessante é que têm notícias, programas de rádio (greenbiz radio) com entrevistas sobre o assunto e o mais legal: Materiais, guias e documentos para aplicação prática. O site oferece uma newsletter legal também, para dizer a verdade, a melhor que eu conheci até hoje.

O único inconveniente é estar em inglês, mas vale a pena o esforço…

É isso, aproveitem! 

A reação do gigante

Publicado maio 25, 2008 por Yuri Feres
Categorias: Cotidiano, Gestão ambiental

Oi Gente,

Uma outra matéria em que aparece uma citação minha. Apesar de um início negativista, em minha opinião a mensagem é positiva. Retiremos o juízo de valor incluso nas palavras da jornalista Ana Luiza Herzog (a quem tenho profunda admiração), os fatos não negam: As empresas estão cada vez mais preocupadas com a Sustentabilidade Ambiental (da raça humana, obviamente)… hehe

Boa Leitura!

Alvo de críticas dos ambientalistas, o Wal-Mart tenta agora adotar uma estratégia sustentável para ganhar mercado — e a subsidiária brasileira é um dos destaques dessa iniciativa

 

Núñez, presidente do Wal-Mart no Brasil: mais perto dos fornecedores para avaliar o impacto de seus produtos e embalagens

Por Ana Luiza Herzog

EXAME Durante anos, o Wal-Mart, maior rede varejista e uma das maiores empresas do mundo, foi acusado de contribuir para o emporcalhamento do planeta, espremer de forma quase desumana fornecedores, pagar salários baixos e comprar produtos fabricados por crianças na Ásia. Para ter sempre preços mais baixos que os da concorrência, missão primordial do negócio desde sua fundação pelo americano Sam Walton, valia quase tudo. É evidente que ambientalistas, representantes de ONGs e políticos não poupariam uma companhia de tamanha visibilidade e poder. O ataque foi brutal e, há dois anos, a cúpula do Wal-Mart decidiu que era hora de mudar parte do jeito como vinha fazendo negócios e tentar, dessa forma, preservar o futuro da companhia. Em um evento promovido há pouco mais de um mês pelo jornal The Wall Street Journal nos Estados Unidos, Lee Scott, presidente mundial do Wal-Mart, deixou clara sua posição: “Não somos verdes”. Pragmático, Scott acrescentou que sua saga rumo à sustentabilidade ambiental e social é motivada menos pela vontade de conquistar o respeito dos ambientalistas e mais pela gana de economizar dinheiro — afirmação, que, obviamente, não provocou nenhuma simpatia nas ONGs.

A despeito das razões que movem o maior varejista do mundo, o fato é que há cada vez menos argumentos para observar com desdém o que o Wal-Mart vem fazendo pela causa ambiental. Uma das subsidiárias que se destacam nessa cruzada é a brasileira, que já adotou uma série de políticas globais. Uma delas determina que, até 2013, todos os fornecedores deverão ter diminuído em 5% o tamanho de suas embalagens — medida que deve reduzir o lixo e gerar economia de 3,4 bilhões de dólares para o Wal-Mart. Outra é que, até 2010, os 5 000 produtos de marca própria da empresa devem ser considerados “sustentáveis”, ou seja, livres de qualquer substância nociva ao meio ambiente e ao ser humano e com embalagens reduzidas ao mínimo possível. O resultado até agora? A resposta oficial da empresa dá a dimensão da dificuldade enfrentada: “O que já foi conquistado com relação a essas metas é tão pouco que nem merece ser citado”, diz Rita Oliveira, gerente de produtos sustentáveis do Wal-Mart.

 

O verde invade as prateleiras
Como os fornecedores da subsidiária brasileira do Wal-Mart estão se adaptando às exigências da empresa
Energia renovável
O fabricante do arroz Pilecco Nobre começará a produzir, nos próximos meses, energia da casca de arroz — resíduo antes destinado a aterros sanitários.Com a operação, poderá comercializar créditos de carbono
Menos riscos
Desde o final de 2007, a Boa Vista, fabricante de batata frita das marcas próprias do Wal-Mart, adotou um novo sistema de impressão em suas embalagens.Com isso, deixou de usar solventes potencialmente cancerígenos
Ecoeficiência
Desenvolvido pela Procter & Gamble com exclusividade para o Wal-Mart, o detergente em pó Ariel Oxiazul Ecomax faz menos espuma e, por isso, exige menos água no enxágüe daso urpas. Sua granulação mais densa também permitiu redução de cerca de 15% no volume da embalagem
Carbono neutro
A Petrópolis Paulista, fabricante de água mineral, lançou em 2007 a marca Petrópolis Athletic, que é carbono zero.Ag ora, a empresa se prepara para produzir um marca própria de água para o Wal-Mart, também com emissões de carbono neutralizadas

Ainda assim, a companhia começa a colecionar histórias que revelam quanto é capaz de desencadear mudanças no comportamento dos fornecedores e dos próprios funcionários, que vêm sendo instigados a participar cada vez mais desse processo. Nem todas essas alterações são complexas, onerosas ou incrivelmente inovadoras. Na verdade, a maioria delas é bastante simples, quase óbvia. Tome-se o exemplo da gaúcha Petit Sable, fabricante de biscoitos finos para marcas próprias do Wal-Mart. Em maio de 2007, Carine Marsico, coordenadora de embalagens da rede de varejo na Região Sul, e executivos da Petit Sable se reuniram para estudar como poderiam promover melhorias nos saquinhos dos petiscos. A primeira reação foi tentar achar um substituto mais ecologicamente correto para o plástico flexível. “Ficamos frustrados ao perceber que ainda não existe uma alternativa no mercado”, diz Isy Helale, sócio da Petit Sable. O grupo passou a estudar a troca do processo de impressão das embalagens — também sem sucesso. Foi só então que os executivos perceberam um detalhe importante: havia embalagem demais para biscoito de menos. Desde novembro, a altura dos saquinhos de 120 gramas foi reduzida de 22 para 18 centímetros e a Petit Sable diminuiu em 20% a quantidade de plástico usado. “Não consegui deixar de pensar como demoramos tanto para perceber qual a saída”, diz Helale.

Como o poder de ingerência do Wal-Mart nos fornecedores de produtos de marca própria é total, é nessa seara que a empresa deposita suas maiores expectativas de mudança. “Não há limite para o que podemos fazer com nossos produtos”, afirma o chileno Héctor Núñez, que assumiu a presidência da subsidiária brasileira da rede em janeiro deste ano. “Podemos simplesmente quebrar qualquer paradigma e mudar o comportamento da indústria.” Para ajudá-lo nesse processo, o Wal-Mart cercou-se de alguns parceiros. Um deles é a americana DuPont. Uma das primeiras a se mexer diante das mudanças climáticas, a DuPont construiu uma estratégia de crescimento baseada no lançamento de tecnologias verdes. Por causa dessa parceria, a paulista Boa Vista, fabricante de batatinha frita com marca própria do Wal-Mart, adotou o sistema de impressão da DuPont no final de 2007. Com isso, abandonou solventes potencialmente cancerígenos. Porém, o projeto mais complexo da DuPont com o Wal-Mart é o desenvolvimen to de uma embalagem para pizzas das marcas próprias — que levará, em média, 60% menos matéria-prima que a atual usada pelo mercado e dispensará a tradicional caixa de papel-cartão. A embalagem deve chegar aos supermercados no segundo semestre deste ano.

Apesar dos conflitos históricos, o Wal-Mart tem se aproximado de algumas ONGs. No Brasil, uma das mais próximas é a Imaflora, dedicada à promoção do uso sustentável da madeira e de outros ativos naturais. É com a ajuda dela que o Wal-Mart tem incentivado seus fornecedores a trocar o papel das embalagens e a madeira usada em muitos de seus produtos — antes sem garantia de procedência — pela matéria-prima certificada segundo os padrões do Conselho de Manejo Florestal (na sigla em inglês, FSC), o mais respeitado mundialmente. A partir de maio, as caixinhas de cotonete das marcas próprias, por exemplo, começam a chegar às lojas da rede com o papel-cartão certificado. Fazer esse tipo de substituição costuma ser uma operação complexa. O fabricante gaúcho de espetos para churrasco Mahler, por exemplo, que fornece para lojas do Wal-Mart na Região Sul, vem há dez meses fazendo testes para substituir a imbuia, madeira considerada nobre e de exploração controlada, por espécies de eucalipto provenientes de florestas plantadas certificadas. A empresa espera encontrar o tipo de madeira ideal nos próximos meses. Se conseguir, abrirá as portas para fornecer seus produtos a lojas que ainda não atende. “Estamos tendo um trabalho danado”, diz Vitor Mahler, diretor da empresa. “Mas estamos convencidos de que a questão ambiental vale o esforço.”

Para estimular os fornecedores a se adequar às novas exigências, o Wal-Mart usa como argumento não apenas seu incrível poder de compra (embora esse seja, obviamente, o melhor deles). Em dezembro passado, o varejista instalou em uma de suas lojas em Curitiba placas que dão mais visibilidade a produtos de fornecedores considerados avançados ambientalmente. É o caso do Ariel Oxiazul Ecomax. Desenvolvido pela Procter & Gamble com exclusividade para o Wal-Mart, o detergente em pó faz menos espuma e reduz o número de enxágües necessários na máquina de lavar, economizando água e energia. Outro exemplo é o arroz Pilecco Nobre, fabricado pela empresa de mesmo nome em Alegrete, no Rio Grande do Sul. Ainda neste semestre, a Pilecco começará a gerar energia da casca de arroz. O resíduo não só deixará de ir para aterros como dará à empresa a oportunidade de vender créditos de carbono por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), do Protocolo de Kyoto.

Paralelamente ao trabalho com os fornecedores, o Wal-Mart vem tocando outras iniciativas. Uma das mais visíveis é a loja que obedece ao conceito de lixo zero. Localizada em Porto Alegre, a unidade gera cerca de 70 toneladas de resíduos por mês — tudo é destinado para a reciclagem ou, no caso do lixo orgânico, para uma usina de compostagem, que o transforma em adubo. Um dos entraves à multiplicação desse tipo de loja é que, segundo o Wal-Mart, não há usinas de compostagem em número suficiente no país. “Não podemos batizar uma loja de lixo zero enquanto destinarmos os resíduos orgânicos a um aterro sanitário”, diz Yuri Feres, analista de sustentabilidade do Wal-Mart.

Em tempos de disputa cada vez mais acirrada por um espaço de destaque nas gôndolas, a conclusão óbvia é que a estratégia de diferenciação verde do Wal-Mart, a ser replicada em todas as lojas até o fim deste ano, deve semear uma competição na indústria. “Nosso primeiro passo foi nos aproximar dos fornecedores para analisar o impacto de seus produtos e embalagens”, diz Núñez, presidente do Wal-Mart. “Agora, vamos investigar como funciona toda a cadeia produtiva desses fornecedores.”

Entrevista minha no portal de notícias G1!

Publicado maio 23, 2008 por Yuri Feres
Categorias: Cotidiano, Gestão ambiental

Oi pessoal!

Fui procurado pelo portal de notícias G1 para dar uma entrevista sobre o mercado de trabalho e no fim minha entrevista foi publicada. Segue abaixo o link e a reportagem na íntegra.

 

Carreira exige persistência e atualização constante, diz tecnólogo ambiental

Yuri Nogueira Feres, 25, formou-se no Senac e trabalha no Wal-Mart Brasil.
Segundo ele, mercado está aquecido para quem tem experiência e boa formação.

Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo

Yuri Nogueira Feres, 25 anos, é tecnólogo em gestão ambiental, pós-graduado em engenharia de saneamento básico e em gerenciamento de projetos e mestrando em tecnologias ambientais. Em entrevista ao G1 ele, que trabalha na rede de varejo Wal-Mart Brasil, diz que o mercado de trabalho na área de gestão ambiental está aquecido – mas a procura é por profissionais com experiência e formação sólidas.

Feres também afirma que a carreira exige persistência para convencer pessoas da importância das questões ambientais, flexibilidade para lidar com as ambigüidades do mundo corporativo, atualização constante e força de vontade. Confira abaixo a entrevista: 

 
G1 – Por que escolheu a carreira de gestor ambiental?

Yuri Nogueira Feres – Iniciei a faculdade de biologia, que era meu sonho de infância, e durante o primeiro ano de faculdade foram lançados os primeiros cursos de gestão ambiental no Brasil. Com o tempo, percebi que a área de gestão ambiental tinha mais a ver com meu perfil profissional, principalmente porque oferecia maiores oportunidades para trabalhar no mundo corporativo, mas ainda dentro da minha área de interesse (meio ambiente).

G1 – Fez o curso tecnológico ou o de bacharelado? Por quê?

Feres – Iniciei o curso tecnológico de tecnologia em gestão ambiental em 2001 principalmente pela grade curricular -que é mais abrangente que cursos especializados como a biologia- e pela possibilidade e entrada mais rápida no mercado de trabalho.

G1 – Como conheceu a profissão de gestor ambiental? Você já tinha alguma experiência na área?
Feres –
Quando adolescente, meu sonho era trabalhar no meio natural, com animais e vida selvagem. Nutri este sonho e entrei na faculdade de biologia. Com o tempo, percebi que possuía características adequadas para trabalhar no mundo corporativo e a gestão ambiental foi o meio pelo qual consegui realizar um sonho e uma meta: o sonho de trabalhar na área ambiental e minha meta de ser um profissional do mundo corporativo.
G1 – Como foi encontrar um emprego?

Feres – A faculdade de tecnologia oferece alguns desafios para recém-formados. Desde o início, fomos alertados que era imprescindível iniciar estágios logo no início do curso para poder facilitar a entrada no mercado de trabalho. Tive uma oportunidade de estágio no Senac, quando foi criado o Programa Ecoeficiência da instituição e lá fui efetivado. Permaneci no Senac por cinco anos, onde pude interagir com profissionais experientes e adquirir muito conhecimento na área. Minha percepção hoje é de que realmente o mercado de trabalho na área de gestão ambiental está aquecido, porém a busca é por profissionais com experiência e formação sólidas.

G1 – O que faz hoje em dia no Wal-Mart? Qual a relação do gestor ambiental com uma loja de varejo/supermercado?

Feres – Trabalho na área de sustentabilidade do Wal-Mart Brasil e desenvolvo projetos de sustentabilidade ambiental para a companhia. Estes projetos envolvem desde o aumento do desempenho ambiental de lojas e construções, até o desenvolvimento de fornecedores locais, pequenos produtores, produtos sustentáveis, entre outros.

O varejo tem grande importância na consolidação do conceito de sustentabilidade uma vez que é a ligação entre o setor produtivo e o consumidor final. Ser este elo, oferece ao varejo a oportunidade -e a responsabilidade- de atuar e influenciar seus fornecedores, de forma a estimulá-los a produzir produtos cada vez mais sustentáveis, e seus clientes, oferecendo produtos mais sustentáveis e de qualidade a um preço que ele possa pagar.

G1 – Quais são as maiores dificuldades da carreira de um gestor ambiental?
Feres –
Em minha opinião é conseguir lidar com assuntos tão amplos quanto a sustentabilidade. Hoje um gestor ambiental dever conhecer bem muitas ferramentas aplicáveis aos mais diversos ramos de atividade, por exemplo, entender os processos de licenciamento ambiental, legislação ambiental, sistemas de gestão ambiental, processos de caracterização de áreas contaminadas, entre outras competências que o profissional ao menos precisa conhecer para poder se manter no mercado.

G1 – Quais são as principais características que um gestor ambiental tem que ter para se dar bem na carreira?
Feres –
Persistência para convencer pessoas da importância das questões ambientais, flexibilidade para lidar com as ambigüidades do mundo corporativo – empresa X meio ambiente-, conhecimento e atualização constante, além de força de vontade para lutar contra a maré, mesmo que a força desta maré tem diminuído significantemente nos últimos anos.
G1 – Quais são as dicas para o vestibulando que quer ser gestor ambiental?
Feres –
Reflita muito antes de escolher a instituição que você pretende estudar. Cada instituição de ensino tem um enfoque diferenciado para seus cursos, em especial o de gestão ambiental que podem ser voltados ao meio ambiente natural, como parques, florestas, etc; industrial (engenharias), etc. Aproveite o tempo da graduação para já se colocar no mercado, faça estágios, mude de empresas, arrisque bastante, pois depois de formado é muito mais complicado arrumar um emprego sem experiência ou um bom círculo de amizades.

Grandes empresas X Meio Ambiente – Será que são antagônicos?

Publicado abril 12, 2008 por Yuri Feres
Categorias: Devaneios

Gente,

Estes dias eu me peguei em pensamentos estranhos. Minha formação é na área ambiental, tenho graduação, pós-graduação e estou terminando mestrado na área e, como a maioria dos egressos desta área, fui formado por pessoas apaixonadas e engajadas em contribuir para a melhoria das condições socioambientais do Planeta. Esta formação, por todas as circunstâncias e características dela, aliadas a uma pitada de exagero estudantil, acaba formando sonhadores e às vezes radicais que vêem como se tudo no mundo estivesse errado. Digo isto com muita convicção, pois não apenas fui formado assim, como também convivo com estes extremos o tempo todo.

Minha reflexão hoje é sobre as grandes empresas, multinacionais gigantescas, com milhares de funcionários, dólares e subsidiárias por todo mundo… ou seja, as grandes vilãs do planeta. Empresas que extirpam a mãe Terra para gerar lucro. Bem, isto não deixa de ser verdade em muitos casos, mas hoje vejo mudanças reais.

No fundo, no fundo, estou mordido por conta de uma reportagem que lí hoje sobre uma grande empresa norte-americana que se instalou no Brasil a alguns anos. Os jornalistas procuram essas empresas o tempo todo para entrevistas e quando o fazem muitas vezes se esforçam para apresentar apenas fatos passados que caracterizaram ou fizeram da empresa uma vilã e se esquecem do mais importante: O que estão fazendo para mudar a situação?

É isto mesmo gente, tem um monte de empresas grandes por aí que fizeram muita balbúrdia pelo Planeta, mas que hoje querem melhorar. O que muitas vezes esquecemos é que empresas não existem, as empresas são um grupo de PESSOAS unidas para realizar uma tarefa. Não existe uma entidade chamada empresa!

Tenho percebido hoje que muitas dessas empresas (pessoas) estão realmente se dando conta de que precisam ajudar o planeta simplesmente porque esta é a função delas. Empresas nada mais são que pessoas que querem melhorar suas vidas, ganharem dinheiro, ter conforto e tudo mais. Isto tudo não é possível sem um meio ambiente decente.

 Estes dias estive em um evento que realmente me fez começar a refletir sobre o assunto da ambigüidade Meio Ambiente X Capitalismo e até o momento cheguei a duas conclusões:

1) Existem empresas grandes, gigantes, realmente preocupadas com a condição do meio ambiente em que vivemos e dispostas a mudar seu modo de agir e investir na melhoria do planeta;

2) Queiramos ou não, vivemos num mundo capitalista.

Minha missão é, portanto, fazer com que o capitalismo aqui instalado se transforme em algo novo, mais sustentável que as práticas atuais. Sinto um pouco de pena das pessoas que pensam que num passe de mágica as 6 bilhões de pessoas no mundo irão se dar conta de que o capitalismo não serve como modelo e mudar drasticamente de atitude. ISSO NÃO VAI ACONTECER, a não ser que aconteça uma grande catástrofe ambiental por canta disto.

 O que vai acontecer sim é que na medida em que as pessoas (sociedade) se derem conta de que precisam contribuir para o meio ambiente, as empresas, os governos e as atitudes começarão a mudar. Tudo isto é feito de gente, gente que pode até achar que produto orgânico é melhor para a saúde, mas injetam toneladas de gorduras trans na veia todos os dias…

Acredito que o senso de preservação da espécie humana está começando a aflorar em nós. Esta é para mim a grande verdade. As pessoas estão se dando conta de que se não mudarem de verdade, nossa espécie não irá sobreviver. E digo mais, vamos parar com esta história pretensiosa de que queremos salvar o Planeta… Por mais besteiras que fizermos, o planeta continuará por aqui, mesmo que ocorra um armagedom nuclear, as baratas, bactérias e milhares de outros seres, que compartilham este planeta conosco, vão se encarregar de tomar nosso lugar. Ou seja, ser sustentável tem mais a ver com a humanidade do que com o planeta em sí.

Viagens à parte, minha pergunta ainda permanece: Empresas e Meio Ambiente saudável são antagônicos?

Para mim sim e não… Sim, são antagônicos na medida em que as empresas continuem a “explorar” de maneira insustentável os recursos naturais do planeta e pior, a alterar o clima e a qualidade do meio ambiente com suas atividades; E não, se considerarmos que as empresas são hoje o melhor meio da sociedade agir efetivamente para a melhoria do planeta. As empresas têm o que hoje é imprescindível para mudar a situação: Dinheiro, muito dinheiro e… Pessoas! Sim, nós vivemos na Matrix e cabe a nós alterá-la.

Pra acabar com este devaneio convido você a repensar suas visões e pré-conceitos (significando conceitos previamente estabelecidos não necessariamente pejorativos) com relação às empresas e suas atividades. As empresas podem ser o melhor caminho para fazer a diferença….